Tuesday, 30 September 2025

A prática de Tai Chi Taoista

 


A prática da Forma de 108 movimentos do Mestre Moy Lin Shin.

Repetições de roça o joelho 

Refinamento 

Postura e equilíbrio 

Sentir

🎥🎥 Vídeos da prática:




FUNG LOY KOK Institute of Taoism Mid-Autumn Festival

The Tiger's Mouth Blog: Mid-Autumn Festival by Canada Blog Editor · Sep 28, 2025 Festivals Mid-Autumn Festival is coming soon! October 6, 2025 View more and like, share and comment on our Facebook page.

Sunday, 28 September 2025

A prática de Tai Chi Taoista

 


A prática da Forma dos 108 movimentos do Mestre Moy Lin Shin.

Sobre o Sentir e Deixar ir.

 


🎥Vídeo da prática: 




Saturday, 27 September 2025

ARTES - Obras Literárias e Seus Autores: Por Luís Justo, Estante do Justo: O JARDIM SELVAGEM, de LYGIA FAGUNDES TELLES

Estante do Justo Comentários sobre literatura e compartilhamento de outras impressões Sobre Vídeos O JARDIM SELVAGEM Luis Justo27/09/2025Resenha de ContoNavegação de posts As relações entre os gêneros masculino e feminino, especialmente quanto aos papeis a eles atribuídos e aos jogos de amor e seus opostos, têm sido motivos de reflexão, debate e não raramente lembrados como matéria das iniquidades que sobejam nas sociedades do planeta. O conto “O JARDIM SELVAGEM” de LYGIA FAGUNDES TELLES (São Paulo, 1923-2022) toca sutilmente nestas questões, de modo suscinto, mas cheio da força que é característica da autora. Fala sobre um casamento inesperado entre os já maduros Ed e Daniela. Ele é o tio da narradora, Ducha. O que é revelado vem através dos diálogos entre Ducha e sua tia, d. Pombinha, irmã mais velha do noivo e quem completou sua criação quando ficaram órfãos. Além disto há comentários de uma funcionária da casa em que o novo casal passou a residir, que trazem elementos importantes para configurar a natureza do enredo. Há pontos que insinuam a violência inerente aos humanos individualmente ou subjacente às relações. Daniela é referida como uma linda mulher e, ao que tudo indica, bastante misteriosa. Ela sempre usa luvas numa das mãos, escondendo-a e fazendo com que os outros suponham existir alguma deformidade. Parece ousada e algo entre corajosa e brutal, o que é sugerido pelo fato de tomar banhos nua numa cachoeira da propriedade em que vivem e por ter matado com um tiro de revólver seu cachorro, que estava sofrendo com uma doença. Sobre Ed o leitor é informado de que era uma criança frágil e amedrontada. Ele adoece pouco tempo após o casamento e suicida-se com um tiro no ouvido, o que guarda alguma semelhança com o modo como o cachorro de Daniela morreu. A partir de informações relativamente escassas, bem no espírito do que caracteriza um conto, Lygia Fagundes Telles consegue criar espaço para reflexões diversas em meio ao que aparece fragmentado, induz o leitor a imaginar o que não está explícito, numa névoa de mistério. Escrito na segunda metade do século XX, quando o estereótipo de masculinidade ainda representava mais frequentemente força e valentia enquanto o de feminilidade levava a pensar em fragilidade e submissão, o conto induz a pensar em algo inverso. Embora muitos movimentos tenham existido para transformar as convenções, havia e ainda há um vazio entre o preconizado pelos mais liberais e o que realmente valia e vale entre as pessoas comuns. Mais fácil ainda era e é cumprir regras não escritas que proscrevem seus infratores. É possível ir mais além e conjecturar sobre vínculos entre amor/sexo e violência, aspectos pouco domados pela cultura e proeminentes em naturezas mais selvagens, ainda que não excluam beleza. Nada é afirmado categoricamente, o leitor deve fazer parceria com a escritora para estruturar a estória. Exercício que não difere muito do que é feito em todos os cotidianos, quando se tenta dar sentido ao mundo. Todavia, o que fica claro é que clichês identitários ou sobre aquilo que confere humanidade aos seres são incompatíveis com o que há de mais natural, talvez primitivo nos jardins em que brotam e se emaranham homens e mulheres. Título da Obra:
O JARDIM SELVAGEM, conto que faz parte do volume intitulado ANTES DO BAILE VERDE Autora: LYGIA FAGUNDES TELLES Editora: COMPANHIA DAS LETRAS The Wild Garden Relations between men and women—especially regarding the roles assigned to them and the games of love and its opposites—have long been subjects of reflection, debate, and, not rarely, reminders of the inequities that permeate societies across the globe. Lygia Fagundes Telles (São Paulo, 1923–2022), in her short story The Wild Garden, touches delicately upon these questions, in a succinct yet forceful manner characteristic of her writing. The tale recounts the unexpected marriage of two mature individuals, Ed and Daniela. Ed is the uncle of the narrator, Ducha. What we come to know emerges largely through conversations between Ducha and her aunt, Dona Pombinha, the groom’s elder sister who completed his upbringing after they were orphaned. Added to this are the comments of a household servant in the home where the new couple resides, offering elements that help shape the contours of the narrative. Subtle hints allude to violence, both as an innate human impulse and as something lurking beneath relationships. Daniela is described as a beautiful woman, though cloaked in mystery. She always wears a glove on one hand, concealing it and inviting speculation about some hidden deformity. She appears daring, her nature poised between courage and brutality—suggested by her habit of bathing naked in a waterfall on the property and by her decision to shoot her own dog to spare it the suffering of illness. Ed, by contrast, is revealed to have been a frail and fearful child. Not long after the wedding, he falls ill and takes his own life with a gunshot to the ear—a gesture eerily reminiscent of the dog’s death. From such sparse details—true to the spirit of the short story form—Lygia Fagundes Telles creates a field of possibilities, prompting the reader to reflect amid fragments, to imagine what is left unsaid, all veiled in a mist of mystery. Written in the second half of the twentieth century, when masculinity was still largely associated with strength and bravado, and femininity with fragility and submission, the story invites an inversion of those assumptions. Although movements for social change abounded, there remained—and still remains—a gulf between the ideals proclaimed by progressive voices and the realities lived by ordinary people. It has always been easier to comply with unwritten rules that harshly punish transgressors. One may go further still, to conjecture on the bonds between love, sex, and violence—forces not easily tamed by culture, yet prominent in wilder natures, where they coexist with beauty. Nothing is ever stated categorically; the reader is asked to partner with the writer in constructing the story. It is an exercise not unlike everyday life itself, as we strive to make sense of the world. What emerges clearly, however, is that identity clichés—or rigid notions of what constitutes humanity—prove incompatible with the natural, perhaps even the primal, wilderness where men and women sprout and intertwine. Title: The Wild Garden (short story from the collection “Antes do Baile Verde” that would be something like “Before the Green Ball”) Author: Lygia Fagundes Telles Publisher: Companhia das Letras

A prática de Tai Chi Taoista

 

A prática da Forma de 108 movimentos do Mestre Moy Lin Shin.

Complementei a minha prática com Toryus e Donyus. 

Refinamento.

Manipulação da energia. 

Deixar ir é a palavra grande. 

O suficiente para o meu chi cultivar-se por hoje. 


🎥Vídeo da prática: 



Friday, 26 September 2025

ARTES, Literatura, Pedro Chagas Freitas, "Hoje faço anos", 25 Set 2025

Pedro Chagas Freitas 🏆 "Autor favorito dos portugueses 📚 Um milhão de livros vendidos 🎓 Formador de Escrita 🧠 Orador (des)motivacional 📩 pedrochagasfreitas@icones.pt 1d • 1 day ago • Visible to anyone on or off LinkedIn": "Este foi o melhor ano da minha vida. Sempre que for um ano em que o meu filho passar quase todo o tempo em casa e não no Hospital vai ser o melhor ano da minha vida. Sempre que não acontecer nada a quem amo vai ser o melhor ano da minha vida. Sempre que o mal, o rancor, a vingança, não andarem por perto vai ser o melhor ano da minha vida. Este foi um desses. Foi tudo o que pedi. A normalidade, a mais entediante normalidade. É extraordinária, não é? Ainda fomos algumas vezes ao hospital, ainda por lá ficámos, ainda por lá ficaremos em breve, mas está tudo bem. Estar tudo bem é incrível. Se está tudo bem está tudo perfeito. Só quero que continue assim. Só quero dias cheios do mais absoluto nada. É lá que está tudo o que me interessa. Obrigado por estarem desse lado, a cuidar das alfaces que ando a espalhar por aí. Cuidem das vossas todos os dias, está bem?"

A prática de Tai Chi Taoista

 


A prática da Forma dos 108 movimentos do Mestre Moy Lin Shin.

Refinamento é a palavra.

O deixar ir e a energia flui.

Entregar só e apenas e tudo acontece.

O que se sente é único na natureza de cada um .

Tudo é natural e tudo pertence a um mundo que nos dá as respostas no sentir das coisas como um todo único e perfeito. O Tao.

O mistério da vida é realmente perfeito.


🎥Vídeo da prática:



Thursday, 25 September 2025

OBRAS LITERÁRIAS e Seus Autores, na Estante do Justo O MORRO DOS VENTOS UIVANTES, de EMILY BRONTË, por Luis Justo em 24/09/2025

Estante do Justo O MORRO DOS VENTOS UIVANTES Por Luis Justo em 24/09/2025 Falar de paixões e das ideias construídas em torno da morte são desafios. Construir um romance em que isto seja pregnante do início ao fim e interessar o leitor em todos os momentos atesta a qualidade de um escritor. O romance “O MORRO DOS VENTOS UIVANTES” de EMILY BRONTË (Inglaterra, 1818-1848) pode ser visto por esta lente. Paixões são afetos intensos, muitas vezes violentos e indutores de comportamentos extremos, que jogam a razão para a periferia do funcionamento humano. Em alguns momentos da vida, da História e em determinados contextos culturais amores e paixões se superpõem e são diferentes das motivações socialmente determinadas para o enlaçamento entre pessoas. Não era incomum no século XIX, e talvez em muitos outros momentos, a associação das paixões e dos amores trágicos à morte. Esta pode ser vista, em parte, como consequência de impossibilidades radicais ou, de modo contrário, como circunstância de cristalização de um vínculo que resiste às vicissitudes da realidade objetiva. Pensemos na Rainha Vitória e o Príncipe Albert, exemplo em que a viuvez dela determinou extensamente seu modo de viver, com uma imensidão de proibições e a observação de pétrea severidade afetiva. Embora a rainha tenha vivido bem mais do que a escritora, elas nasceram na mesma época, com diferença de um ano. Cresceram em condições bastante distintas, mas marcadas por certos traços culturais que podem ter permeado os universos de ambas. No romance de Emily Brontë a estória se passa num espaço confinado a duas casas dentro de uma mesma propriedade rural. Há poucos personagens e raríssimos eventos festivos ou mesmo de rituais familiares, o que certamente não aconteceu com a rainha Vitória. Todavia, o que importava mais e dignificava indivíduos talvez estivesse incrustado em aspectos muito próprios da moral da época. Certos valores imperavam e ofuscavam outros, definiam destinos. Parte deles tinha relação com o conhecimento da origem das pessoas e de seu lugar no tecido social, assim como o que era aceitável sentir, dizer e fazer valer nas ações. Afinidades e ódios brotavam nestes campos. Em “O Morro dos Ventos Uivantes” o enredo evolui dentro de um grupo fechado de pessoas que parecem ter horizontes pouco amplos. Suas vidas são norteadas por prerrogativas estreitas. Uma criança estranha chamada Heathcliff é trazida de uma viagem feita pelo patriarca e cresce junto a seus filhos (um casal), sofrendo discriminação por ser muito diferente das outras crianças do entorno, da aparência ao comportamento defensivo/agressivo. Ainda assim, ele se torna o preferido do chefe da casa e conquista a amizade da irmã adotiva, Catherine. Desenvolvem um tipo de identificação mútua e, posteriormente, uma paixão que consumiria a quase totalidade de suas vidas. O restante da trama deriva disto e chega ao leitor principalmente através do que narra Ellen Dean, governanta que transita por todos os núcleos formados na família e de idade próxima às de Catherine e Heathcliff, junto aos quais cresceu. Ela faz um relato ao sr. Lockwood, locatário de uma das casas dos domínios onde tudo se passa. Em meio às turbulências passionais e modelos estratificados de relações interpessoais, é manifestada a crueldade dos personagens. Heathcliff é seu maior estandarte, mas em variadas intensidades a crueldade está presente em múltiplas situações. Gêmea ativa da maldade que mora em cada ser, ela se mostra através das atitudes que podem confundir o que é voluntário com o involuntário, faz ventar e uivar o mundo em que todos convivem. Maldade e crueldade são produtos humanos. Contudo, desde que o homem se civilizou tem havido real empenho em controlá-las ou circunscrevê-las a contextos em que possam ser permitidas. Dificilmente são encaradas como componentes naturais do comportamento. Não havendo o que as limite ou encarcere elas ceifam as boas possibilidades da aventura humana. Na literatura podem dar contornos góticos às narrativas. Aproximam a morte daquilo que se vive, criam-lhe faces fantasmagóricas e através deste recurso condicionam os desfechos, realizados ou interpretados. Talvez verdadeiramente mais assombroso seja o potencial destrutivo dos atos humanos, algo que sobrepuja as intenções (nem sempre tão boas quanto são anunciadas) e que tem algum parentesco com aquilo que deve permanecer enterrado, calado ou desprezado nas almas. Mas as almas precisam de alguma liberdade para serem mais justas e dóceis. Como na natureza, as plantas que crescem em urzais. A autora põe em evidência aspectos do comportamento que normalmente são camuflados ou subdimensionados quando muito se espera na lavra dos bons sentimentos e da cordialidade. Desperta o pensamento de que seria desejável que o amor fosse mais fiel a si mesmo, mais forte do que a passionalidade e implicasse melhores relações entre pessoas. Todavia Emily Brontë aponta para a inevitabilidade do contrário, ainda que abra terrenos para o amor que une e aquece, em modalidades tímidas, miniaturizadas. Uma obra densa. O único romance escrito pela autora e que se tornou um clássico da literatura inglesa. Título da Obra O MORRO DOS VENTOS UIVANTES Autora: EMILY BRONTË Tradutora: JULIA ROMEU Editora: PENGUIN/COMPANHIA DAS LETRAS

OBRAS LITERÁRIAS e SEUS AUTORES - Estante do Justo: "DOROTEIA", de Nelson Rodrigues

Estante do Justo Comentários sobre literatura e compartilhamento de outras impressões Sobre Vídeos Luis Justo19/09/2025 DOROTEIA Nelson Rodrigues (Recife, 1912 – Rio de Janeiro, 1980) foi um dramaturgo revolucionário, ainda mais do que como romancista e cronista. Usou diferentes linguagens para construir suas peças. Qualificou DOROTEIA como uma farsa. Todavia, é uma obra híbrida, combina elementos de diferentes movimentos estéticos como surrealismo, expressionismo e algo do “teatro do absurdo”. Parece inspirada na mitologia grega, com personagens que lembram as Moiras (que teciam os destinos dos humanos), assim como guarda parentesco com Macbeth de Shakespeare e suas bruxas (empenhadas em desfechos geralmente ruinosos para outros personagens). Foi encenada pela primeira vez em 1950 e teve Eleonor Bruno no papel de Doroteia. Nesta peça Nelson Rodrigues põe em cena somente mulheres, reservando aos homens o lugar de ausências fortes. Numa casa vivem três primas, d. Flávia, Maura e Carmelita, junto com filha de uma delas, Maria das Dores. A última está às vésperas de ser casada. Elas recebem a inesperada visita da personagem título, Doroteia, que faz contraponto ao que são as moradoras do que lembra um mausoléu. As três mais velhas são viúvas em luto eterno, servas da morte, residindo num lar que não tem quartos, somente salas. Das Dores, filha de d. Flávia, nasceu morta no quinto mês de gestação e, sem que isto significasse um fim, continuou crescendo para cumprir o destino das mulheres da família (sofrer a náusea da noite de núpcias ao invés de prazer, o que equivale a um passaporte para morrer dignamente). O clã é chefiado por d. Flávia, dotada de poderes mágicos, suas primas são coadjuvantes na árida missão de preservar a castidade. Elas não dormem para não sonhar e com isto arriscar a perda de controle sobre sua missão. Seus passados dissolvem-se quase completamente no único propósito que têm. Usam máscaras e leques para cobrir as faces e prevenir a exibição de qualquer elemento humano que expresse desejo, talvez que revele resquícios de ânsia por sexo cru. Tais disfarces atendem à necessidade de ocultação de sua real feiura, mais insuportável do que as deformidades das máscaras e mesmo as anatômicas. Doroteia não usa nenhuma máscara, é linda, tem um passado vigoroso de volúpia e gozo de seu belo corpo, que uniu em celebração do prazer carnal aos corpos de muitos homens. Usa roupa vermelha, cor associada às prostitutas na primeira metade do século XX. As donas da casa por ou para serem castas não enxergam homens. Doroteia sempre viu todos e quis muitos. Todavia, não escapando à sina dos seus, decidiu pedir abrigo às primas e tornar-se alguém como elas, depois da morte de seu filho. Em razão da dor de sua perda e da culpa que sente, deseja livrar-se de tudo o que a sexualiza. Para isto é exigido que se transforme numa mulher também desprovida de qualquer sinal de beleza e atratividade libidinosa (no que contaria com o auxílio misterioso de um vizinho, Nepomuceno). Quando a virgem Das Dores recebe o noivo, Eusébio, ele vem na forma de um par de botas desabotoadas, trazidas pela sogra, d. Assunta da Abadia. O par de calçados vem carregado de energia erótica, que abala a todas, exceto Doroteia. A presença desta parenta e as reações indesejáveis de Das Dores ao etéreo noivo abalam o microcosmo das viúvas, que vai perdendo a ordem de sustentação. A forasteira divide o mesmo nome com outra mulher da família, que teria se afogado para eliminar o pecado. Possivelmente a dupla de Doroteias, transgressoras que se sacrificam para saneamento dos estigmas malignos, representem promessas de uma redenção mais radical. O sexo é rejeitado, mas também o amor, dele derivado ou não. Ao ler ou assistir à peça é difícil afirmar com propriedade algo sobre a real origem daquele tipo de recusa ao corpo e ao mundo. Fala-se numa praga que assolou a família depois do casamento indesejado de uma ancestral. O que parece remeter a uma justificativa lendária, um disfarce para a autêntica aversão. É possível cogitar, ultrapassando a obscuridade das causas, que tamanha precariedade de capacidades no campo amoroso/sensual/sexual deforme as vidas das personagens, a ponto de convertê-las em bruxas horrendas receptivas somente à miséria do viver. Um terror que traduzem através de sua concepção de corpo e de seus apetites e exclui todo o restante, que obriga a uma espécie de cegueira, especialmente para os homens. Muitos podem ser os recortes de entendimento. Talvez o mais saliente seja o pavor diante da força e inevitabilidade do desejo sexual, da submissão a ele. Também importa o ônus acarretado por regras de pertencimento a um grupo familiar (valeria também para outros coletivos). Para se incorporar a um rebanho pode ser necessária a mutilação de parte significativa das singularidades habitadas pelo desejo em sua vertente amorosa. A beleza física e a feminilidade são tomadas como ameaças à retidão moral e ao mesmo tempo fonte da insalubre inveja. Seriam atributos perigosos a arrastar os indivíduos para a fruição da sensualidade que a vida insiste em ofertar. O “nonsense” dá o tom à peça e serve de instrumento para iluminar os temores e as soluções encontradas por cada personagem. Para Nelson Rodrigues, considerando-se o conjunto de sua obra, o absurdo nas relações humanas e nas batalhas intrapessoais é mais regra do que exceção, desvelá-lo é uma forma de realismo. Título da Obra: DOROTEIA Autor: NELSON RODRIGUES Editora: NOVA FRONTEIRA

A prática de Tai Chi Taoista

 


A prática da Forma de 108 movimentos do Mestre Moy Lin Shin.

Abrir o coração ❤️ 

Sentir e observar sempre 🌿♥️

Cada detalhe é  importante. 

Refinamento.🌷


🎥 Vídeo da prática: 



Wednesday, 24 September 2025

Prática de Tai Chi Taoista

 


Prática da Forma de 108 movimentos.

Sentir e deixar ir.


O mistério da natureza.


🎥Vídeo da prática: 





Monday, 22 September 2025

OBRAS LITERÁRIAS e SEUS AUTORES - Estante do Justo: "Um Copo de Cólera", de Raduan Nassar.

RADUAN NASSAR (Pindorama, SP, 1935) publicou poucos livros, mas disse muito no que escreveu. “UM COPO DE CÓLERA” é uma novela sofisticada formalmente e mais ainda por veicular ideias eletrizantes, pouco palatáveis para parte dos intelectuais. Um testemunho da coragem do autor. Publicada pela primeira vez em 1978, continua atual. Nasceu para obra-prima. O enredo condensa-se para dar espaço ao que Raduan Nassar deseja e parece precisar dizer. Tudo se aninha e explode no âmbito da relação de um casal. Ela é uma jornalista aparentemente habituada a se alimentar de estereótipos prescritos em cartilhas obrigatórias entre os que se lançam como defensores da justiça e da correção moral. Ele, entre humilhação e revolta, denuncia sua amante e através dela, uma parcela importante da sociedade. A mulher faz-se arauto de discursos antifascistas, contorce-se num progressismo do qual ele duvida. Ele, que tudo narra (exceto no último capítulo), vê estampadas no avesso das posições de sua parceira expressões de corrupção, desveláveis apesar da camuflagem. O disfarce que ela usa serviria para esconder a natureza oposta do que está embutido no que declara quanto a quem é e na falta de legitimidade do que faz. O jogo sexual entre eles é tenso e dissolve trocas de afetos positivos e compartilhamentos intelectuais que os pudesse unir como um casal. A cólera nele transborda. Dá os primeiros sinais quando o homem vê uma cerca viva rompida por formigas. Ele se enfurece num ritmo crescente que surpreende o leitor. Logo fica claro que sua raiva não se restringe às falácias sustentadas pela mulher e com as quais, de soslaio, afronta-o. Desdobra-se no modo dele entender o funcionamento do mundo em que vive e por ter que transitar pelas falas vazias e perversas que preenchem os espaços além de suas cercas. Perversas devido à falsidade e ao alimentarem o mal quando prometem combatê-lo. Distancia-se a possibilidade dele amar aquela com quem até pode gozar. Refugia-se em si mesmo com a cólera enterrada no peito. Todavia, não há o que o impeça de extravasá-la em alguns momentos. A indignação torna-se tóxica e o turbilhona. Em contraposição a isto tudo, ele tem boas lembranças da simplicidade de sua família de origem, que do trabalho extraía o sustento para o corpo e no compromisso com a honestidade despretensiosa a preservação da integridade do espírito. O protagonista não está à vontade na vida. Enxerga-se com imprecisão, mas não se confunde sobre o que despreza. Sente-se uma espécie de anarquista, produto da desilusão quanto às boas intenções dos que lideram governos e dos que são instrumentos de propaganda do que é nefasto. Repugna-lhe o oportunismo e a incapacidade de produzir mudança, assim como a alienação das pessoas que se deixam transformar em massa de manobra. Sua cólera, que enche muitos copos, defende-o de ser arrastado para esta condição. E ele não pretende se desculpar por ela. Recusa a mentira que a tudo mascara. A brutalidade, a insensatez e a malignidade de parte das ações humanas não podem verdadeiramente ser mitigadas pelas boas palavras. Neste contexto as palavras perdem seu bom peso, evaporam-se ou restam como entulho. Mergulhado na ira o personagem tenta resgatá-las, fazendo com que revivam com poder de significação responsável, fiéis à busca da verdade. Desqualifica a mulher com quem faz sexo chamando-a de pilantra e dá vazão a seu protesto contra os que considera calhordas do mundo. Nisto, pressente e depois experimenta o ataque a ele, que vem acondicionado no xingamento “fascistão”. Mas ele vê as manifestações fascistas nos que alegam estar engajados em lutas contra o fascismo. Diz frases provocativas como “o povo nunca chegará ao poder”, “o povo é só e será sempre a massa dos governados”, “vá em frente pilantra – com o povo na boca”. Um texto fortíssimo, um libelo contra a permissividade moral e negligência ética. Título da Obra: UM COPO DE CÓLERA Autor: RADUAN NASSAR Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

JAZZ ON THE TUBE: "Slam Stewart Trio "Oh Me, Oh My, Oh Gosh" (1947)!"

"Oh Me, Oh My, Oh Gosh" ... Bassist Leroy Eliot “Slam” Stewart was born on September 21, 1914 in Englewood, New Jersey. As a young adult, Stewart heard the violinist Ray Perry sing along with his instrument, inspiring Slam to do the same. This would soon become his trademark style. In 1937 “Slam” Stewart as he had come to be known teamed up with multi-talent guitarist and piano man Slim Gaillard to form the jazz novelty duo Slim and Slam. They would score their biggest hit the following year with the comically suggestive “Flat Foot Floogie (with a Floy Floy)”. Much in demand, Stewart played with Lester Young, Fats Waller, Coleman Hawkins, Erroll Garner, Art Tatum, Johnny Guarnieri, Red Norvo, Don Byas, the Benny Goodman Sextet, and Beryl Booker, and many, many others. Later in life in addition to performing regularly, Slam Stewart spent time teaching at Yale University and SUNY College in Binghamton, New York. Slam Stewart performs with his trio in the 1947 film “Boy! What a Girl! Personnel: Slam Stewart, bass & vocal Beryl Booker, piano & vocal John Collins, guitar"

Prática de Tai Chi Taoista

 


Prática matinal da Forma 

Refinamento.

Sentir, escutar e focar.


🎥Video da prática: 



Sunday, 21 September 2025

JAZZ ON THE TUBE: Hermeto Pascoal '' Susto '' / '' São Jorge '' ( Estúdio , 1979 )

"Remembering Hermeto Pascoal June 22, 1936 – September 13, 2025 A tribute to the influential Brazilian multi-instrumentalist and composer"

Prática de Tai Chi Taoista

 


Hoje na minha prática matinal da Forma, Toryus e Donyus.

Sobre o Sentir.

 Falar sobre o que se sente. 

 Intensão.

Mentalidade em construção. 

 

🎥Video da prática: 





Saturday, 20 September 2025

OBRAS LITERÁRIAS e Seus Autores - De ESTANTE DO JUSTO: Sobre "AS AVÓS", de Doris Lessing

Compartilhe: AS AVÓS DORIS LESSING (Pérsia, 1919 – Inglaterra 2013) conheceu muitos modos de vida, residindo em diferentes continentes e países. Ganhou a rara capacidade de enxergar os humanos com suas questões, sem cair em armadilhas maniqueístas. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 2007, mas dá para dizer também que o Nobel foi agraciado com Doris Lessing. Em “AS AVÓS” mostra um pouco do que nos legou com seus dons. “AS AVÓS” é o título de uma novela que fala de aspectos muito vivos das relações entre pessoas próximas. Elegante, pela forma e pela coragem de tratar com naturalidade temas sensíveis. O foco narrativo é conduzido por duas amigas da vida inteira, juntas da infância ao princípio da velhice. Elas se amam profundamente e com tanta verdade que desconcertam muitos dos personagens com quem convivem e, possivelmente, também a leitores em prontidão para julgá-las, especialmente os que não prescindem de estereótipos balizadores para o entendimento do mundo. Elas são Roz e Lil. Cada uma tem um filho. Eles são criados quase como irmãos. A relação delas com os rapazes é um dos pontos de ousadia da autora. Muitos consideram Doris Lessing uma feminista. Difícil dizer se esta é uma designação apropriada. Talvez seja uma etiqueta muito limitada para dizer algo sobre a autora. Ela foi muito mais. Expressou um modo de pensar original, preciso, afirmativo e bem distante das palavras de ordem mais primitivas, em torno das quais costumam se agrupar mulheres e homens lutando por equanimidade entre os gêneros. Nesta estória não é só o lugar da mulher que está em jogo, mas os tipos de vínculos que surgem em convivências íntimas, as contradições relacionadas com as prescrições normativas de conduta que contribuem para modelar grande parte das sociedades. São amplas as dimensões das concepções de amor em Lessing, algo derivado da percepção do que pode ser mais verdadeiro nas relações entre pessoas. Diz tudo com delicadeza e sem timidez. Brilha em cada linha escrita. Atual para além de tempos que podemos presumir. Defender maior justiça nas sociedades, passando ao largo das pantomimas, implica um tipo de talento que se mostra mais raro do que seria desejável. Obriga a pensar com largueza e profundidade, a rever crenças e valores, despir fantasias (frequentemente elas caem involuntariamente) e desnudar-se, a não recusar a fragilidade e a falibilidade que a todos cabem, a não repelir o que é diverso. Vale grifar que Lessing também proclama o direito a um certo tipo de felicidade, mesmo que ela não seja imperecível. Convida, quando alguém afirma o que é e o que admite no mundo, a um tipo de modernidade inesgotável e que nunca é substituída por nenhuma pós-modernidade. Leitura saborosa, cheia de ideias que são emitidas com a inteligência a que todos deveriam ter direito. Configurações de privacidade Título da Obra: AS AVÓS Autora: DORIS LESSING Tradutora: BETH VIANA Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

Prática de Tai Chi Taoista

 


A minha prática da Forma dos 108 movimentos

Sobre o Sentir .



🎥Video da prática : 







Friday, 19 September 2025

PORTUGAL, Plural - Póvoa de Varzim, FESTEJOS N.Sra. das Dores

Esta noite na Póvoa de Varzim, FESTEJOS da N. Sra. das Dores, com direito a farturas, churros, ...etcs, sólidos e liquidos a gosto/ Tonight in Póvoa de Varzim — with plenty of churros, doughnuts, and all sorts of tasty bits and sips, solid and liquid, to your heart’s content." Photos by Luís Garcia-Neves

Prática de Tai Chi Taoista

 


Prática da Forma dos 108 movimentos do Mestre Moy Lin Shin.

Entregar e deixar ir .

O Aperfeiçoamento diário  de um caminho sem fim onde se colhem novas sensações sempre que se abre uma Forma  é tudo novo sempre 

A renovação é eterna e assim somos nós no todo que existe. Tudo se apresenta a nós como se fosse a primeira vez 

Saborear cada sentir e absorver .

🎥Video da prática:





Thursday, 18 September 2025

Prática de Tai Chi Taoista

 

Prática de Tai Chi Taoista 

Começo o dia com a entrega ao  momento na prática da Forma. 

Construindo e afinando o sentir.

Fiz fundacionais antes da Forma de 108 movimentos.


Trabalham muito o Interior até às extremidades que as sinto como se o corpo se desmonta-se por peças. O peito fica aberto e forte e a escápula forte , alongada e os ombros muito relaxados .

A pélvis fica muito flexível e"  oleada" gira muito sincronizada com os braços que se deslocam face aos limites dos movimentos que se tornam num só movimento de vaivém em que a expansão e contração se manifestam. 

A mente relaxa e clarifica. 

🎥Video da prática da Forma: 






PORTUGAL, Plural - A "Caminho de Santiago" por Caxinas, Vila do Conde

Street Photo of a common on the "Way to Santiago" by Caxinas, Vila do Conde, PORTUGAL, Plural. Photo by: Luis Garcia-Neves

PORTUGAL, Plural - "Imigrantes não se escondem atrás de outras pessoas":

https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/imigrantes-n%C3%A3o-se-escondem-atr%C3%A1s-de-outras-pessoas-manifestante-responde-a-ventura-ap%C3%B3s-provoca%C3%A7%C3%A3o/vi-AA1MKLbW?ocid=socialshare SIC Notícias: "Imigrantes não se escondem atrás de outras pessoas": manifestante responde a Ventura após "provocação"

Wednesday, 17 September 2025

Prática de Tai Chi Taoista


 Prática matinal 

A prática da Forma é uma entrega ao momentum 

A primeira Forma e a segunda são bem distintas no momentum em que o sol me aqueceu as costas e essa sensação engrandeceu o sentir 

Falar do coração 

Sentir 

Deixar ir


🎥Video da prática:





Monday, 15 September 2025

PORTUGAL, Plural: FINANÇAS, Poupança: SIC: "Porque é que deve pedir sempre fatura de tudo com o seu NIF? Pedro Andersson responde"

"Como já vos expliquei muitas vezes, pedir fatura com número de contribuinte é uma das formas mais eficazes de aumentar o nosso reembolso do IRS ou de pagarmos menos impostos. Mas este ouvinte acha que não vale a pena. Será que é preciso fazer melhor as contas? Há ainda muitas pessoas a confundir duas deduções diferentes. Falo sobre isso neste episódio Se não tem o hábito de pedir fatura com NIF de tudo, aconselho-o vivamente a passar a fazê-lo. Eu tento sempre atingir o máximo possível em todas as categorias. Só por pedir faturas de tudo (até do café, do pastel de nata e dos gelados), consigo receber mais quase 250 euros todos os anos de reembolso no IRS. Sem nenhum esforço adicional. Ao longo dos últimos 10 anos, foram 2.500 euros que ficaram no meu bolso apenas por pedir fatura com NIF das coisas simples do dia a dia. Das outras, já pedia naturalmente. Contas-poupança é um podcast de Pedro Andersson, jornalista especializado em Finanças Pessoais, que aproveita as suas viagens de carro para falar sobre dinheiro. Todas as segundas-feiras e quartas-feiras às 7h, uma nova boleia para começar bem a sua semana financeira. Disponível em todas as aplicações de podcast e nos sites da SIC Notícias e Expresso."

Prática de Tai Chi Taoista


 Prática da Forma de 108 movimentos.

Sentir .

🎥Video da Prática: 



PORTUGAL, Plural, Diseurs e Poetas: Natália Correia, por Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.


 

Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.:

"Natália Correia nasceu no dia 13 de setembro de 1923 em São Miguel, nos Açores.


Foi poeta, dramaturga e jornalista, tendo deixado uma vasta obra que se estende por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio.
Organizou também várias antologias de poesia portuguesa como “Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses” ou “Antologia da Poesia do Período Barroco”. Com a sua personalidade carismática, desafiou as convenções, nomeadamente nos anos em que foi deputada na Assembleia da República. Na década de 80, foi autora da série “Mátria”, da RTP, que apresentava uma visão do lado matriarcal da sociedade portuguesa.

Recebeu o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores em 1991, pelo livro “Sonetos Românticos”. No mesmo ano, foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade. Em 1981, tinha já sido feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Morreu no dia 16 de março de 1993, em Lisboa.

hashtagNatáliaCorreia

Imagem de Natália Correia, 1963 (arquivo de Ivo Machado)."

Prática de Tai Chi Taoista, em Caxinas, Vila do Conde, PORTUGAL, Plural

 

 

Prática da Forma , Donyos e Toryos.

O passo firme e progressivo .

O sentir do "hidráulico".

Deixar ir .


🎥Vídeo da prática:





Friday, 12 September 2025

PORTUGAL, Plural - Pedro Chagas Freitas: "Acho que acredito em Deus"



Ver perfil de Pedro Chagas Freitas

🏆 Autor favorito dos portugueses 📚 Um milhão de livros vendidos 🎓 Formador de Escrita 🧠 Orador (des)motivacional 📩 pedrochagasfreitas@icones.pt

Acho que acredito em Deus. O "acho" não é falta de fé; é falta de ciência em mim. Falta-me física quântica e coragem. Falta-me soltar-me mais de mim. Já fui um ateu convicto, feroz, daqueles que vêem a fé como um atestado de burrice. Agora, acho que Deus existe. Preciso que ele exista. Isto sem ele não teria piada nenhuma, isto não pode acabar assim. Sinto Deus em mim, deve ser esta a melhor maneira de o colocar. Sinto-o no que sinto: é lá, no que sentimos, que suspeito que Ele gosta de estar. A existência de Deus acontece no interior do que amamos: pode ser Ele o próprio amor. Eu sinto-o, já o disse. Às vezes, aparece-me de maneira clara, em pequenos instantes que não sei explicar. Por exemplo: há uns tempos, o Benjamim começou a gostar de personagens da Disney, ele que nunca apreciou (e nunca voltou a apreciar) essas séries. Uma das personagens favoritas era a madrasta da Branca de Neve: ele adora os vilões. Esta personagem foi, durante uns dias, poucos, a sua favorita. Sabia tudo sobre ela. Sabia, por exemplo, que o nome dela em Portugal era Isabel e no Brasil era Margarida. Menos de uma semana depois de esse amor inexplicável, inusitado, ter surgido, ele foi internado e começou o processo que haveria de resultar no seu transplante de fígado. Dois dos nomes mais importantes de todo este trajecto foram estes: Isabel, a coordenadora da equipa médica; e Margarida, a enfermeira especialista da área. Arrepia, eu sei. Outro exemplo: quando parecia que o que impedia o Benjamim de ter alta se encontrava num beco sem saída, estava em cima da mesa uma nova operação. Uma das cirurgiãs foi lá ao quarto avaliá-lo. Quando lhe falou dessa possibilidade, ele disse, sem pestanejar, que não iria ser preciso. Nunca o tinha dito antes. Com toda a segurança do mundo, disse que não necessitava de cirurgia nenhuma: estava bem. Ela confiou nele. Adiou um dia a decisão. Poucos dias depois teve alta. Arrepia, eu sei. Não é por arrepiar que eu acho que acredito em Deus. Não sei bem explicar porque é que acredito. Deve ser isso, na verdade, a maior prova de que acredito mesmo. _ O HOSPITAL DE ALFACES Disponível em todos os hipermercados e livrarias

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