Pedro Chagas FreitasPedro Chagas Freitas • FollowingFollowing🏆 Autor favorito dos portugueses 📚 Um milhão de livros vendidos 🎓 Formador de Escrita 🧠 Orador (des)motivacional 📩 pedrochagasfreitas@icones.pt🏆 Autor favorito dos portugueses 📚 Um milhão de livros vendidos 🎓 Formador de Escrita 🧠 Orador (des)motivacional 📩 pedrochagasfreitas@icones.pt22h • 22 hours ago • Visible to anyone on or off LinkedIn
Uma das maiores magias deste ofício de escrever é esta: o livro, nascido do silêncio, da solidão, da ferida íntima, vai para o mundo e encontra o silêncio, a solidão e a ferida íntima de outra pessoa. É isto: o que nos partiu ajuda a colar o que está partido nos outros.
O Pedro Soares, craque do Salgueiros, partiu o zigomático, o osso da cara. Foi hoje ao bloco, no São João, essa maravilhosa fábrica de heróis. Levou como companhia O HOSPITAL DE ALFACES. No meio da tempestade, teve a grandeza de me enviar uma mensagem: disse-me que o livro o está a ajudar nesta travessia. Que coisa maravilhosa: um livro é, afinal, uma muleta invisível. Não cura; ajuda a atravessar o corredor.
Fico emocionado. Fico mesmo. Escrevemos no interior do túnel, sem saber se alguém, algum dia, vai ler aquilo tudo. Escrevemos para não morrer; de repente, alguém nos lê para não enlouquecer, para não doer tanto.
O livro é uma espécie única de analgésico: não tira a dor; dá-lhe sentido, espessura, humanidade, sobrevivência.
Só por isto, só pelo Pedro, já tinha valido a pena. Um livro não precisa de ser amado por todos; basta encontrar o momento certo na vida de um.
Vamos todos enviar um abraço ao Pedro. Que volte depressa aos relvados. Que volte inteiro, mais ele do que nunca, mais vivo do que nunca, mais frágil e por isso mais forte do que nunca. É assim que voltará mais craque do que nunca.
O Pedro Soares, craque do Salgueiros, partiu o zigomático, o osso da cara. Foi hoje ao bloco, no São João, essa maravilhosa fábrica de heróis. Levou como companhia O HOSPITAL DE ALFACES. No meio da tempestade, teve a grandeza de me enviar uma mensagem: disse-me que o livro o está a ajudar nesta travessia. Que coisa maravilhosa: um livro é, afinal, uma muleta invisível. Não cura; ajuda a atravessar o corredor.
Fico emocionado. Fico mesmo. Escrevemos no interior do túnel, sem saber se alguém, algum dia, vai ler aquilo tudo. Escrevemos para não morrer; de repente, alguém nos lê para não enlouquecer, para não doer tanto.
O livro é uma espécie única de analgésico: não tira a dor; dá-lhe sentido, espessura, humanidade, sobrevivência.
Só por isto, só pelo Pedro, já tinha valido a pena. Um livro não precisa de ser amado por todos; basta encontrar o momento certo na vida de um.
Vamos todos enviar um abraço ao Pedro. Que volte depressa aos relvados. Que volte inteiro, mais ele do que nunca, mais vivo do que nunca, mais frágil e por isso mais forte do que nunca. É assim que voltará mais craque do que nunca.
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